80% dos pedidos de crédito de bares e restaurantes foram negados, aponta Abrasel

Com portas fechadas e atuando somente com entregas a domicílio, restaurantes e bares enfrentam uma luta diária para não irem à falência com dívidas acumuladas. Assim como diversos setores da economia que vem enfrentando dificuldades para se manter durante a pandemia, os bares e restaurantes estão encontrando dificuldade de contratar crédito para se manter em operação. Mesmo com os programas de incentivo fiscal e monetário lançados pelo governo, grande parte destas empresas não estão conseguindo o crédito que seria destinado para isso.

De acordo com notícias divulgadas após um levantamento realizado pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), cerca de 80% dos empresários do setor foram à procura de alguma das linhas de crédito emergencial oferecidas pelo governo. Deste percentual de empresários, 81% tiveram seus pedidos negados.

Os bares e restaurantes necessitam com grande urgência de crédito com taxas bem reduzidas e prazo de carência para começar o pagamento das parcelas, afirma Paulo Solmucci, atual presidente da Abrasel. “Observamos várias promessas do Governo Federal em oferecer crédito para os empresários se manterem durante a pandemia e no pós-pandemia, mas até o momento, foram promessas infrutíferas”, reforça o presidente.

Desde os primeiros dias da pandemia no Brasil, o governo federal vem anunciando linha de crédito emergencial destinada às empresas que possuem faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. O objetivo do crédito é ajudar os donos de vários negócios que se enquadram nos critérios de recebimento da ajuda a se manterem durante a pandemia, no pós-pandemia e a não demitirem seus funcionários neste período de crise.

Enquanto o crédito não chega de fato para quem precisa, as empresas vão em busca de negociar com fornecedores e dono dos imóveis alugados. A Abrasel apontou que 78% das empresas do setor necessitam renegociar o contrato de aluguel para não terem que entregar o ponto onde operam. Além disso, 62% passam por dificuldades para conseguir repor os estoques para a retomada dos negócios.

Cerca de 64% dos bares e restaurantes tiveram mais de 75% de queda no faturamento desde o início das medidas restritivas para conter a pandemia no Brasil. O levantamento da associação aponta que 1.558 estabelecimentos tiveram uma queda brusca na receita gerada entre o início de março e maio deste ano.

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