Conheça um tratamento alternativo para o câncer: terapia genética

Em 2017 começaram a surgir notícias sobre pesquisas sobre terapias genéticas. Essa inovação vem cada vez mais ganhando destaque, já que é um tratamento que pode obter resultados positivos sem causar muito sofrimento ao paciente. Esse tipo de terapia consiste em introduzir genes nas células ou em um tecido de uma pessoa para combater alguma doença.

Um dos tratamentos que mais mostrou resultados foi a CART-cell. Ele ocorre através da programação dos linfócitos T, que são as células de defesa do corpo, para que ele destrua as células tumorais.

Essa programação é feita pela modificação de um DNA de um vírus e pela célula de defesa do corpo humano. Os materiais genéticos se juntam e formam um novo DNA que produz uma estrutura para identificar o tumor, então os cientistas fazem com que essas células sejam multiplicadas enquanto os médicos debilitam o sistema imunológico do paciente para que a terapia faça efeito. Os médicos então injetam no corpo da pessoa essa célula modificada e o sistema imunológico passa a identificar o tumor e o destroem.

Um pesquisador americano, fez um levantamento sobre pacientes que receberam as novas células para o possível tratamento do linfoma não-Hodgkin, que é uma doença em que há uma produção anormal de células de defesa chamada linfócito B, no qual os pacientes experimentaram efeitos parciais ou geraram uma resposta completa contra o tumor. Após seis meses, alguns pacientes que obtiveram respostas contra o tumor estavam isentos de câncer.

Mas além de ser uma grande notícia para o campo da saúde, a terapia possui efeitos colaterais, sendo uma delas a síndrome de liberação de citocinas (SIR) que tem seus sintomas semelhantes ao de uma gripe. Os efeitos ocorrem porque os pacientes estão com seus sistemas imunológicos comprometidos. Em outubro de 2019 saiu uma notícia de que um brasileiro teve sua doença reduzida através de uma nova técnica para a aplicação da CART-cell. Os pesquisadores buscam inovar o tratamento para países que não são tão desenvolvidos para que todos tenham acesso a essa terapia.

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