Tratamento experimental para câncer de pâncreas começa a ser testado em humanos

Uma nova estratégia que promete acabar com o câncer de pâncreas foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Utah, localizada nos Estados Unidos. De acordo com o estudo publicado em novas notícias, o tratamento é feito a partir da combinação de dois medicamentos que devem ser ingeridos por via oral. Os dados do estudo foram publicados pela revista “Nature Medicine”.

O estudo destacou que as medicações apresentam duas ações diferentes no organismo ao serem ingeridas simultaneamente. A primeira delas é que as medicações impedem que o Kras apresente ações anormais no organismo, sendo que esse é um dos fatores relacionados aos tumores no pâncreas. Essa relação do Kras com o aumento do tumor no pâncreas já é conhecido pelos cientistas há algum tempo.

Já a segunda ação gerada por essas medicações faz com que a autofagia ocorra de forma mais dificultosa, ou seja, há uma dificuldade maior para que as células acabem “comendo” umas as outras.

Esses fatores relacionados ao desenvolvimento do tumor no pâncreas já eram conhecidos pelos cientistas. É por isso que ambos os medicamentos utilizados neste novo estudo também já haviam sido utilizados em tratamentos para combater o tumor no pâncreas. No entanto, eles eram utilizados de forma individual, o que não proporcionava nenhum resultado positivo aos pacientes.

A grande novidade do momento é que os cientistas descobriram que os dois medicamentos em conjunto promovem essas ações no tumor, o que gera um efeito benéfico para os pacientes. Quando isolados, os medicamentos não ofereciam resultados positivos, mas quando utilizados juntos esses medicamentos promovem bons resultados para o tratamento do câncer de pâncreas.

O pesquisador e também autor do estudo, Martin MacMahon, disse sobre a nova descoberta: “Nós observamos que a combinação desses dois medicamentos utilizados em conjunto oferecem um potente impacto no crescimento do câncer de pâncreas. Essa observação ocorreu em relação a culturas de células em laboratório, onde testes em ratos apresentaram bons resultados. Após esses testes, experimentamos o tratamento em um paciente humano, que apresentou uma melhora muito positiva em menos de dois anos”.

Mesmo tendo respondido muito bem ao tratamento, o primeiro paciente a testar a combinação de medicamentos acabou não resistindo à doença. Os cientistas explicaram que essa morte pode ter ocorrido principalmente pelo fato do paciente ter se submetido a terapias antes do teste feito com os medicamentos, como é o caso da quimioterapia que deixa várias sequelas nos pacientes com câncer.

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