Aumento na produção de grãos e lucros através de bioestimulantes

Um estudo realizado pela Organização de Agricultura e Alimentação, a FAO, apontou que em 2030 a população alcançará os 8,3 bilhões de habitantes. Esse número de pessoas aumentará a demanda de comida em 60%, a de energia em 50% e a de água em 30% a mais do consumido atualmente.

Os produtores de cereais, no qual representam 781 milhões de hectares de plantação no mundo todo, iniciaram uma busca de soluções para aumentar a produção e conseguir atender a demanda daqui a alguns anos.

Os bioestimulantes estão entre uma dessas soluções, que são fertilizantes que ajudam a regular o crescimento e aumento da produtividade do plantio. São utilizados hormônios vegetais ou sintéticos e o mercado mundial desse produto deve aumentar 10,43% ao ano. Até 2022 as expectativas são de que as vendas alcancem US$ 3,29 bilhões, segundo a empresa de consultoria norte-americana MarketsandMarkets. A Europa aparece em destaque no estudo na utilização da substância.

A Valagro, uma multinacional utiliza um produto dessa categoria no Brasil chamado YieldON. Ele aumenta a quantidade de grãos de cada planta e os deixa mais pesados e consistentes. As folhas recebem a aplicação do produto dependendo do crescimento de cada uma. Ele faz uma combinação de extratos como Fucaceae, Poaceae e Chenopodiaceae que colaboram no transporte e infiltração dos açúcares e nutrientes. Ele ajuda no aumento de ácidos graxos, os lipídeos das plantas, no caso da soja, por exemplo, eles são transformados em óleo.

O gerente de cultura da Villagro, Murilo Moraes, diz que o YiedON mostra resultados positivos no Brasil.

O bioestimulante está previsto para ser utilizado em 100 mil hectares da safra 2017/2018. Moraes diz que apesar do produto ter sido comercializado apenas em maio do ano passado o desenvolvimento de testes de eficiência continuam por mais dois anos.

Alguns testes com o YiedON vem sendo realizados em milharais, por instituições pesquisadoras como a Seeds no Rio Grande do Sul, a Fundação ABC no Paraná e a Universidade do Rio Verde em Goiás. Eles confirmaram um aumento na produção de 13% a 15% em comparação aos padrões normais cultivados. A Universidade do Rio Verde obteve 29 sacas de milho a mais por hectare com um lucro de aproximadamente 500 reais.

 

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