União Europeia vai ser comandada pela Bulgária pela primeira vez

O comando semestral da UE (União Europeia) vai ser realizado pela primeira vez desde que foi formado o bloco, pela Bulgária. Essa presidência vai fazer parte das decisões sobre o Brexit, onde serão resolvidos os detalhes da saída do Reino Unido da União Europeia, e também o bloco europeu precisará resolver as questões sobre a crise causada pela migração dos refugiados, para os países que fazem parte do bloco.

Durante esses seis meses que irá presidir o bloco, a Bulgária que possui uma população de somente 7,1 milhões de pessoas e é o país mais pobre entre todos os que fazem parte do bloco, promete uma agenda de compromissos intensa para um período tão curto.

O governo da Bulgária pretende ajudar na transformação do bloco para que ele fique ainda mais forte, seguro e altruísta. Para isso ele pretende contar com a ajuda do Gerb ( Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária), que é o partido populista conservador do país, e com os integrantes ultranacionalistas que formam a Frente Patriótica.

Nesses seis meses de comando da Bulgária, já estão agendados cerca de trezentos encontros entre alguns membros do bloco, sendo que um dos principais eventos será uma reunião com os líderes da União Europeia em maio, junto com os seis representantes dos países que formam os Bálcãs que ainda não fazem parte de algumas organizações comunitárias.

Existe ainda a probabilidade do começo da etapa decisiva sobre as negociações do Brexit, que o comando da Bulgária deseja liderar de forma imparcial e que poderão acontecer nos próximos meses.

Mesmo sendo conhecido como o país mais corrupto do bloco europeu, a Bulgária deseja mostrar para a União Europeia uma outra imagem do país, aproveitando esse período em que vai presidir o bloco.

O governo da Bulgária visa participar do  Acordo de Schengen,  que permite o acesso liberado de pessoas, apesar do país ter uma divisa com a Turquia de aproximadamente 260 km.

Entre 2015 e 2016, milhares de refugiados fugiram para a Turquia vindos de regiões que estão em guerra, principalmente da África e do Oriente Médio, tornando o país um território importante na luta contra à imigração de refugiados.

Administrar as implicações geradas pelo grande número de refugiados que são recusados por alguns países da Europa, vai ser outro assunto que terá que ser priorizado na gestão da Bulgária na União Europeia nos próximos meses.

 

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