Educação Brasileira Vai “mal das pernas” Segundo PNAD/IBGE

A educação brasileira continua “mal das pernas”. Um dos exames que fazem avaliação de desempenho sobre as práticas educativas no país, o PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua – que pesquisa os índices de alfabetização, a frequência da série e do grau e o nível de escolaridade das pessoas, ou seja, o último ano estudado. A divulgação da notícia foi feita pelo IBGE. A partir daí, é possível ter um panorama generalizado sobre a qualificação e quantificação dos estudantes brasileiros. O PNAD apontou que quase 25 milhões de pessoas com idade entre 14 e 29 anos, não cursaram no ano de 2016 nenhuma instituição de ensino, seja numa escola, em cursos pré-vestibulares, curso de nível médio técnico ou de alguma habilitação profissionalizante.

O nordeste lidera alguns índices negativos. Ao analisar a relação de anos estudados (a frequência regular e o término da escolarização), a média nacional gira em torno de 8 anos estudados, no entanto, na região nordeste, estes anos reduzem-se para 6,7 anos. Neste ponto, os argumentos dos analistas das questões da educação no país, confirmam que as condições ruins e defasadas da região como um todo, na qual os recursos não são igualitários como as ricas regiões do sudeste e sul, principalmente na área educacional, impedem que o corpo de cidadãos que ingressam nos variados tipos de escolas , mantenham seus estudos, abandonando-os logo, tendo em vista que abandonam para ingressar no mercado de trabalho.

Foi visto também nos resultados das apurações que 51% dos jovens com 25 anos ou mais, apenas possuem o ensino fundamental completo e somente 26,3 % adquiriram o ensino médio. Outra análise diz respeito aos critérios de cor e raça, nos quais verificaram que entre as pessoas pretas e pardas só tinham 7 anos de estudos e os brancos , com diferença marcante, têm 9 anos de estudos.

A maior parte daqueles que deixavam os estudos, alegaram como motivo principal para o abandono ( tanto os homens quanto as mulheres) a necessidade de trabalhar ou cuidar de outras pessoas.

 

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